"A música sertaneja raiz, sempre esteve presente em minha vida. Lembro-me com saudades, do tempo em que, com meu querido pai, sentávamos juntos em um terreiro que havia em sítio em que morávamos, para ouvir um radinho de pilhas. Entre as duplas sertanejas que naquele tempo eram tocadas nas rádios, uma em especial me chamou a atenção, despertando a minha paixão pela música caipira: Tião Carreiro e Pardinho. Inesquecíveis! O som da viola, pontilhada pelo Tião Carreiro era, ou melhor, ainda é apaixonante. E isso foi o que me fez ficar ligado no som deste instrumento: a viola caipira. Para mim, ela se destaca entre todos os outros instrumentos de cordas, pelo som que produz. Não nego que, com o tempo, outros estilos musicais fizeram parte de minha vida, mas como diz um velho ditado popular, “o bom filho a casa retorna”. Retornei em pouco tempo à minha antiga paixão: a viola. Não me contentando apenas em ouvir os seus acordes, quis fazer a minha própria viola. E seis meses após, estava lá, pronta. Era só tocar. Fazer este instrumento é algo que para mim é gratificante, pois sei que contribuo para imortalizá-lo. A viola faz parte de nossa cultura, e por isso não pode desaparecer. Como também não podem desaparecer pessoas como vocês, que estão lendo um pouco sobre minha vida e que também são apaixonados pela maravilhosa viola. Agradeço ao meu amigo e mestre Carlos Bicalho, pela paciência e carinho que teve comigo ao me orientar nesta caminhada. Obrigado!" Rogério Biazotto |